A música do dia...


Ouça e sinta !"

Se preferir sem som clique no stop (no quadradinho) do player acima.



 

Noites Sem Fim...

O NOSSO LIVRO

Livro do meu amor, do teu amor,
Livro do nosso amor , do nosso peito...
Abre-lhe as folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.

Olha que eu outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito
Não esfolhes os lírios como que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de dor!

Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!

Ah! meu Amor! Mas quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
"Versos só nossos, só de nós os dois!"

[Florbela Espanca]


Dedico este blog a todos os que amam a poesia e a música, aos que não perderam a capacidade de sonhar, especialmente aos integrantes da comunidade Meus Poetas... Meus poemas..." e aos amigos da sala 5 do UOL de 40 a 50 anos.


" Não há poema em si, mas em mim ou em ti.[Octavio Paz]"

Comunidade do Uolkut

Meus Poetas...Meus Poemas...




Atalho para a Caixinha 2



Atalho para a "Caixinha 1"



Deixaram sua pegadas no "noites"...

 

ÞerÞetµal night

 

£å£i

 

ºsonhadoraº/ctba

 ¤Mäg¡ä do olhär¤

 

£etra escarlate

 

*Pretinha*

 

«§mi£ë»

 

Sandra Vls

 

Romantico

 

Loirinho-Morador de lua

 

|§nïpër|

 

ºßañdîdå

<<PøeM@>>

 

{Só}£etrando

 

*Ðistraíd@™

 

*caipira®*

 

Cavaleiro_Negro

 

Måri@Rita®

 

*Andarilha®*

 

Manoel Denys (tonto)

 

Ariadne

 

Antonio (petuti)

 

AnnaTerra©/RS

 

Gat@zula

 

Mendigo

 

A Jo

 

ANDRE

 

(ALEX-54)

 

(§*.*§Angel)

ß룣ä_Ñ¡ññä

 

Q Feio

 

Lua (snäkë)

 

Carrapata

 

brisa do mar(M)

 

Anja

 

~~~peixinha~~~

 

Filho da mãe

 

Lord W...!!!

 

EXPE®T

Deborah*

 

^^Ana Carolina^^

 

Liz

 

Hellen

 

Simone®

*Dixie*

 

FE(M)

 

«Þrïncïpë Þöëtä»

 

MENDIGA

 

 Mú§!c0

 

Diamante

 

Mulher Pequena

 

Avessa a hortelã

 

Nick

 

Virgílio

 

Sereno*

Homem...2007

Mingau Caipira

 

MONALISA

 

Jack (Woz)

 

Perfídia

Eu.

Mina Rebelde

 

Maria*


 

*Moren@Flor*?



Histórico:

- 01/08/2007 a 31/08/2007
- 01/06/2007 a 30/06/2007
- 01/05/2007 a 31/05/2007
- 01/04/2007 a 30/04/2007
- 01/03/2007 a 31/03/2007
- 01/02/2007 a 28/02/2007
- 01/01/2007 a 31/01/2007
- 01/12/2006 a 31/12/2006
- 01/11/2006 a 30/11/2006
- 01/10/2006 a 31/10/2006
- 01/09/2006 a 30/09/2006



Outros sites:

- Bardos
- Coisas de Lali
- Coisas Sensuais de Lali
- £a£i...mulher...poema...
- Manoel Denys (Tonto)
- Normanda
- Poetisa Magia do Olhar
- Porto Solidão Poesias
- Sonhadora
- Sonhos de um Mosqueteiro
- §mile
- Blog do Morador de Lua

Sites de Musicas


- Site de Midis "boemio"
- Site de Midis "Cantinhodaternura"
- Sire de midis "Castelodossonhos"
- Site de Midis "didimusicas"
- Site de Midis "euvcamusicaeotempo"
- Site de Midis "homemsonhador"
- Site de Midis "innocence"
- Site de Midis "letrasazuis"
- Site de Midis "luamusical"
- Site de Midis "nossosite"
- Site de Midis "osabordasaudade"
- Site de Midis "quietaragazzo"
- Site de Midis "umnovoencontromusical"
- Sie de Midis "usa.mbmidis"
 


Nossas visitas...


online

eXTReMe Tracker

Contador:






...só para prevenir...


 

 



Templates £å£i


Código html:
Cristiny On Line



 Luz e sombra formam uma unidade paradoxal de si mesmo

Existem duas etapas no homem para que possa chegar a plenitude do que ele é :
a retirada de uma máscara, a Persona, e o encontro com uma face desconhecida, a Sombra.
Quando o homem estabelece contatos com o mundo externo e procura se adaptar às exigências do meio em que vive, uma aparência que não corresponde à sua maneira de ser é assumida. Apresenta-se mais como os outros esperam que ele seja ou ele desejaria ser do que realmente É.. A esta falsa aparência Jung denominou de Persona.
Persona era a máscara que os antigos atores utilizavam para caracterizar o papel que estavam representando, o padre, o médico, o pai, o militar, por exemplo, mantendo uma fachada de acordo com as convenções coletivas, que ditam o que devem fazer, falar, vestir, etc. Na vida real bem como , aqui também representamos papéis , mas nada tem a ver com a individualidade.
E é justamente aí que reside o grande perigo, quando o indivíduo se confunde com a imagem das expectativas das pessoas quanto ao seu papel social e à educação que recebeu ficando reduzido a uma falsa imagem do que se é
A Persona é, de certa forma, um sistema útil de defesa. Todos possuem ou usam uma ou várias máscaras. O problema é que, na maioria das vezes, a Persona é inconsciente, e pouco a pouco, camufla o nosso verdadeiro ser.
Mas quando se tem consciência dela, o perigo não é tão grande, como aqui nas salas de bate papo, ela se torna consciente ...é uma maneira de camuflar o que somos verdadeiramente, assumindo mais comportamentos , muitas vezes desejados e esperados pelos outros , e,sem dificuldades podemos tirá-la e colocá-la novamente (como os atores antigos), retirando as mascaras ..uma a uma ...de acordo com as circunstancias e diante de determinadas pessoas.
Mas muitas vezes acontece que acabamos ficando presos à nossa Persona e identificando-nos com ela,e os outros, nos veem não como somos mas como se acha que se é , é este é o perigo.
Tantas vezes eu mesma ou o Andre colocamos tão bem isso nas salas e pouco foi compreendido, por usarmos o lado mais sombrio do homem , mas em nada é como se revela ser . Usando o lado escuro ( Sombra) onde moram todas as coisas que desagradam , ou mesmo que machucam, que leva a perplexidade , assumimos um lado positivo , fazendo as pessoas projetarem suas fragilidades, medos e comportamentos que necessitam ser trabalhados , pois o que importa é o que se É o que temos dentro de nós , para nossa felicidade e não o que se representa para o outro. Cada qual é como é , e somos ÚNICOS num universo aonde predomina a diversidade......Por isso cada qual tem o seu valor , a sua luz, a sua riquesa interior,suas virtudes e isso que importa.... como voce se sente em relação a si mesmo, como voce é... e não como te enxergam, mas sim...os tesouros do seu coração!
O seu verdadeiro eu.
.Se existem opiniões alheias favoráveis ou nao é pura exterioridade .Veja se algo que considera ofensa doe te profundamente , só revela pretensões que intimamente tem de satisfazer e fortalecer a imagem que passa para os outros , e muitas vezes o que percebes de dificuldade no outro , vem de encontro à dificuldades que percebes nesse lado sombrio da sua alma.
Porque a sombra faz parte da totalidade da personalidade, é a metade obscura da alma. são as coisas que não aceitamos em nós, e nos outros ...fragilidades ....ligada a projeçòes que projetamos sobre o outro, o vizinho, o inimigo, ou até mesmo em “uma figura símbolo como o demônio”... Dando vasão vamos trabalhando a nivel inconsciente nossas dificuldades e expectativas também .. Porém muitas pessoas assumem essa mascara em si mesmo, e quanto mais aderir a pele do individuo mais dolorosa a operaçao psicologia para retira- la .
No mundo real a retirada da máscara é um ato de coragem: mostra um lado obscuro que não agrada ao ego ( seu eu ) ; agride frontal e compensatoriamente a Persona que o Ego construiu e que se reconheceu.
A retirada da Persona e o encontro com a Sombra são etapas fundamentais para o processo de maturação psicológica, . o autoconhecimento ..é o encontro consigo mesmo .
.Nem sempre somos o que projetamos ou o que deixamos passar para o outro , pois só o conhecimento traz a verdadeira visão do coração de alguém e de si mesmo ..Já dizia o Mestre Jesus : o olho é a luz do corpo ..Se teu olho é são todo o teu corpo será iluminado.
.Que tais mascaras possam ser percebidas por cada um , através da conscientizaçao do que se é .....e do que se representa ... ...para que através da luz do entendimento enxerguem com maior clareza o que cada um é ..no verdadeiro encontro consigo mesmo..........Pois percebendo -se ........ percebem melhor o outro
Conhecer...... significa Ser e atuar ..
.
beijos ...da Jo ( simone)




- Postado por: uns e outros... às 14h46
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




E VOCÊ NÃO VEIO....(clique) 

(Texto de ARAMIS e Poesia de SANDRA)

Havíamos marcado de nos encontrarmos em uma rua deserta enquanto da trégua dos bombardeios durante a segunda grande guerra.

Combinamos isso muitas vezes. E só agora tivemos finalmente a coragem para fazê-lo. Fugirmos para a fronteira, enfrentarmos o risco. Mas valeria a pena pelo nosso amor.

Marcamos por volta das dez horas da noite. Era a hora da troca da guarda. O horário menos vigiado e a melhor chance que tínhamos. Tudo estava minuciosamente revisado. Repassamos os detalhes centenas de vezes. Não tinha como dar errado.

Chegando próximo do horário marcado, quando já nos preparávamos pra irmos ao encontro, um bombardeiro sobrevoa a cidade e despeja toda a sua carga explosiva sobre os alvos inimigos. Mas é noite. E nem todos os cálculos são precisos. E algumas das bombas caem em lugares errados. Muitos são os inocentes vitimados.

Um de nós vai ao encontro marcado e vê toda a destruição à sua volta.

Entre escombros e corpos mutilados, só sobrevive a esperança do outro aparecer. Mas isso não acontece. Apenas um de nós sobreviveu pra comparecer ao local do encontro.

ARAMIS (22/02/2007)

Tudo está arruinado ao meu redor

As ruas sumiram

O sol desapareceu

As pessoas estão mortas

Não sei o que está acontecendo com a vida

Não estou interessada em saber

São 4:58 da madrugada

O cigarro acabou

O sono venceu

E você não veio

Vou deixar a vida por conta do inesperado

O sono por conta da crença

E você não veio

Então você poderia chegar com seu jeito novo

E talvez não me olhasse de frente

Medo

Tática

Falta de tempo

Ocasião

Vontade de não magoar

No entanto é melhor deixar tudo como está

As explicações adiadas para quando for possível

Vivemos dias cinzentos

Não há mais o que fazer

E em um passeio pelas minhas dúvidas

Pelas calçadas da madrugada

Conferi com meus modos e abraços

A distancia e a incerteza

A chama e a noite escura

As confissões e os silêncios

E resolvi continuar caminhando

Vivemos dias cinzentos

Estamos adiando mais uma vez

Parece que foi há muito tempo

Parece que nem foi

Você e o seu riso de muitos segredos

Eu e meu peito de muitas cicatrizes

Um jeito inesperado de descobrir o sol

Perdida em mil pensamentos

Te encontrei

Foi um instante que durou uma vida

Rindo

Chorando

Cantando

Parece que foi ontem

Parece que nem foi

E no passado pelas calçadas da madrugada

Resolvi ficar a espera

De sua prometida chegada

Venha

E me dê a mão

Venha me ajudar a arrumar o jardim

Deixe crescer as sementes que plantei

Nos vãos de meus dedos

E escreva uma carta

Telefone e venha ser como você é

Fique

E sinta a mesma saudade

É vivemos dias difíceis

E você não veio

E eu resolvi ficar te esperando

E você chegou

Você pegou sua mão

Depois deu seu abraço

E deixou que seus dedos mostrassem as direções e os rumos da ternura

Mais tarde

Você ofereceu o silencio do peito

No outro dia

Deixei que minha busca adormecesse

Depois

Oferecemos, sem reservas, toda nossa vida

E nos doamos por inteiro

Agora é só morrer

Porque errei

E você errou

Porque entregamos tudo a pessoa errada

Sandra (15/02/2007)



- Postado por: uns e outros... às 11h41
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 

SORRIR

 

Hoje vim falar do riso
É, de repente comecei a sorrir, Nem tentei saber o por que
Nem pensei mesmo para onde ir
Fiquei assim sem ter o que fazer
Olhando para a estrada e pensando...
"Meu Deus que caminho longo a percorrer"
Mas forças não me faltarão
Lá chego, nem que seja depois do verão
Sempre existe um anjo a guiar
Numa noite fria a me acariciar
Em meio as risadas, sem nada perder
De um passado sombrio simplesmente esquecer.
Falar menos do que se conseguir fazer
Ter fé e ir a luta
Nem por um segundo deixar entristecer
Viver por inteiro
Desfrutar das belezas, do belo
Cativar uma flor, ser justo e sincero.
É hoje foi diferente
Mesmo que venha dor, deixar ruir
O lema aqui é sorrir, sorrir e sorrir.

 

MORADOR DE LUA

 

CLICK AQUI PARA OUVIR



- Postado por: uns e outros... às 16h08
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




clik

JOGO DE AMOR

Sempre se acende em meu peito
A chama viva dos meus sentimentos
Mas sempre se apaga... por que ?
Parece que  queres dizer-me
Que tudo isso não passa
De um simples jogo de amor...?

O meu desejo maior
É poder ofertar-te os meus dons
Enfeitar de virtudes um lindo vaso
E entregar-te num momento sublime
Ah, mas que pobreza a deste meu vaso,
Que grande vazio a minha casa...!

Então aceita amada minha o meu nada,
Dou-te com amor tudo o que sou...!

Como uma simples criança,
Que chora, mas volta a sorrir
Ao olhar para o céu de lindo azul
Ponho no rosto um largo sorriso
E sigo contigo nesse jogo de amor

Sim, vou contigo a  jogar,
E para mim isso basta por que sei
Que nos, os dois, venceremos
E o que realmente importa é amar
Então sempre procuro por ti
Em você sei que vou me encontrar

E nesse singelo momento em que te amo
Colhe, amada minha, a linda flor,
Joguemos juntos, agora e sempre,
Esse nosso belo jogo de amor.

*caipira®*



- Postado por: uns e outros... às 14h54
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




" Hoje Eu Queria Que Chovesse Muito..."



Hoje eu queria que chovesse muito...
- que chovesse...chovesse...intermitentemente,
e tudo se entristecesse: o céu, a terra, o mar...
- e não houvesse alvorada, e não houvesse poente
e não fizesse sol...e não fizesse luar...

Hoje eu queria que chovesse muito
e a terra toda se enchesse de densas neblinas,
e a terra toda se enchesse de estranhas sombras e véus...
- queria turvo o olhar alegre e transparente
das vidraças,
e turvo e triste o olhar sereno e azul dos céus!

Hoje eu queria que chovesse muito...
- que chovesse...chovesse
e não parasse,
e na face
de tudo que vivesse,
uma imensa tristeza se estampasse...
- hoje eu queria que o sol não nascesse,
e a noite, nem uma estrela cintilasse!

Queria as ruas úmidas e silenciosas, e as árvores
como sombras, à beira das calçadas,
encolhidas e embuçadas,
nas roupagens molhadas das ramagens frias...
- queria o sussurro da chuva surdinando
e a ária exótica das goteiras, pingando... pingando
nas latas vazias...

Hoje eu queria que chovesse muito...
(que bem que à alma da gente a chuva às vezes faz!)
- e o dia se escurecesse, e a noite se nublasse,
e que tudo ao redor que vivesse ou passasse
fosse um gesto de paz...

Queria abrir a janela e ver tudo embaciado,
os contornos das coisas desaparecendo
e fugindo
como se a paisagem fosse uma lembrança
esquecida
no passado,
aparecendo esbatida
dentro da chuva caindo!

Hoje eu queria que chovesse muito!

Às vezes a chuva faz-nos tanto bem...
- Quem sabe se não há na alma triste da chuva
um pouco da alma e da música triste de Chopin ?

Ouvindo, noite a fora, além, pelos telhados,
seus monótonos sons, impassíveis,
soturnos,
é como se assistisse em estranhos teclados
dedos nervosos e invisíveis
improvisando "noturnos"!

Hoje eu queria que chovesse muito,
queria a paz, o silêncio, a solidão
de um inviolável recolhimento,
ouvindo a chuva cair... tão doce a sua canção!
- tão bom a gente dormir com a chuva no pensamento!

Hoje eu queria que chovesse muito,
e que dentro da chuva tudo perdesse a cor,
a se esvair...
- não é que eu hoje sofra alguma dor
ou procure esquecer qualquer teimosa mágoa,
não sei o que é - mas bem quisera ouvir
distante... numa lata do quintal
a ária singela e musical
de um pingo d'água!

Queria tudo assim, tudo turvo, tudo baço,
tudo vago
a terra, o mar, o espaço,
a montanha, o rio, o lago,
tudo nublado
tudo assim...
- não sei porque, talvez falte um ambiente adequado
para o meu esplim...
click

Esse dia de sol me faz mal e entontece,
e esta festa de luz e de cores, parece
que zomba e que escarnece
da angústia sem razão que sinto e ninguém vê...
Hoje eu queria que chovesse muito,
(queria porque queria!)
- toda hora, todo o dia...
não sei por quê...


( Poema de JG de Araujo Jorge - do livro
Eterno Motivo; - Prêmio Raul de Leoni,
da Academia Carioca de Letras - 1943

~~~peixinha~~~

[Meus agradecimentos à Sandra Vls pela dedicação e carinho na ajuda da montagem desse post e envio à Equipe Noites. Foi vailosa sua colaboração]



- Postado por: uns e outros... às 16h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




PARABÉNS PRÁ VOCÊ!

 



Hoje, dia 26 de Março, comemoramos o aniversário de uma amiga muito querida, sendo assim, eu e £å£i vamos deixar aqui, nossa homenagem  juntas como sempre estivemos
nesses anos todos.
Que as alegrias desta data  amiga Perpe possam te
eternizar por todos os dias deste ano. Que no recesso de teu lar entre parentes,
amigos e todos que te admiram possam comemorar o seu aniversário, sentindo o
quão importante tem sido para todos nós. pois sei que para você ele não é
somente mais uma data, e sim uma bela oportunidade de se deixar amar por aqueles
que te querem bem, abraço forte com muito  carinho das amigas    *Ðistraíd@™ e £å£i

Músicade niver para 

 ÞerÞetµal night 

Uma carta de amor não lida...

E a manhã é de sol, como todas as manhãs de inverno nesta cidade.
O céu de um azul de brigadeiro onde nenhuma nuvem desenha-se. Um bando de andorinhas voa rumo ao lago que se vê ao longe , talvez imaginando ser um pedaço do céu na terra (de tão igualmente azul). Um avião empina seu grande nariz para cima e voa em direção certa rumo ao oeste.
E hoje reparei nas flores de Ipê. Uma das vantagens de não estar mais ao volante é essa. Pode-se reparar melhor a vida.
Tem centenas de pés de ipês nas áreas verdes que separam a larga avenida que cruza a cidade. Na primavera é uma festa para os olhos os bouquets amarelos, rosa, roxos e lilases. Mas no outono/inverno (e hoje é que me dei conta desse detalhe) só florescem os ipês de cor rosa-claro e lilás.
Em toda a extensão da avenida não vi sequer uma flor amarela ou roxa. Será sempre assim? Não sei.. só hoje me dei conta disso.
E floridos também estão ainda os pés de "quaresmeira" que igualmente reparei, só restaram na cor lilás e rosa.
Quaresmeira (não sei o nome científico) é uma pequena árvore típica do cerrado que floresce sempre na quaresma. Podia-se até mesmo recriar a história, se Cristo tivesse vivido aqui. "E ELE sentou-se ao pé da quaresmeira para descansar e pregou a Seus discípulos"...
Por todo canto que se olha depara-se com uma dessas árvores de folhas largas e crespas e flores pequenas em abundância (de flores e variedade de cor)
Mas o IPÊ, que é a árvore mais encontrada entre as ruas (eu sou apaixonada por sua grandiosidade)... Já estão tão grandes e há tantos anos enfeitam as ruas... que podem ser considerados a "marca registrada" de Brasília. Desde que me lembro, elas existiram. Nos primeiros anos que mudei para cá eram ainda "crianças".
Quando chega a primeira chuva (véspera de primavera) Elas renovam-se como num passe de mágica. De seus galhos secos e nus brotam da noite para o dia uma abundância de folhas verdes e brilhantes... e logo vem as flores..
Entre o verde e o musgo brotam milhares de cachos imensos de flores. É uma festa para os olhos de um mortal e um verdadeiro poema se o mortal é um sonhador. E são amarelas, rosas, lilases e roxas. E são imponentes e ao mesmo tempo singelas. E ficam meses floridas. E encantam os olhos e a alma.
Até que chega o outono e as folhas caem (como agora). E aí parece um imenso enfeite com espetos de algodão doce. Mas, onde estarão as amarelas? porquê só restaram as cor-de-rosa e lilases?
E os Ipês ficarão floridos ainda no inverno.. cairão aos poucos como se fossem sonhos perdidos um a um. E chegará o dia que só estarão ali os esqueletos enegrecidos pelo frio e pelas cinzas das queimadas que tomam conta do nosso cerrado.
E há de se esperar a primavera para de novo recomeçar... As folhas e flores brotarão. E com elas.. quem sabe os sonhos?
Bom dia meu querido amor. Dizer "eu te amo" não são as palavras que eu quero ouvir de ti. Basta-me saber que sorriu antes de dormir.(texto pertencente a £a£i, escrito por Perpetual)

 

Postado por  *Ðistraíd@™ 



- Postado por: uns e outros... às 08h02
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Último Soneto
 
(Alvares de Azevedo)
 
 
 
 
Já da noite o palor me cobre o rosto,
Nos lábios meus o alento desfalece,
Surda agonia o coração fenece,
E devora meu ser mortal desgosto !
 
Do leito, embaldo num macio encosto,
Tento o sono reter ! ... Já esmorece
O corpo exausto que o repouso esquece...
Eis o estado em que a mágoa me tem posto !
 
O adeus, o teu adeus, minha saudade,
Fazem que insano do viver me prive
E tenha os olhos meus na escuridade.
 
Dá-me a esperança com que o ser mantive !
Volve ao amante os olhos, por piedade,
Olhos por quem viveu, quem já não vive !
 
 
 
 
 
 
 
Postado por Ariadne


- Postado por: uns e outros... às 14h16
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Levante-se

 

"Quando uma porta se fecha outra se abre; mas nós quase sempre olhamos

tanto e de maneira tão arrependida para aque se fechou, que não 

vemos aquelas que foram abertas para nós".

Grahan Bell

 

 

Parar por que?

Chorar o que?

Se o leite está derramado, o melhor a fazer é buscar

um pano e limpar o local.

Se um amor se foi, o melhor é abrir espaço para um novo,

afinal de contas, se dois corpos não ocupam um mesmo espaço,

dois sentimentos contraditórios não podem viver num mesmo coração.

Se tudo a sua volta está desmoronando, é tempo de reflexão

No silêncio profundo, uma voz maior falará ao seu interior,

é a voz de Deus.

Se você reconhecer a autoridade nessa voz, parabéns,

você vai se levantar e vai recuperar o que perdeu.

Se você reconhecer ternura nessa voz, vai saber que além

de Deus, soberano e justo que te fala,

é o Pai que carinhosamente te chama para a vida,

nova vida com abundância.

Então, você descobre que a maior prova de que Deus está conosco

não é o fato de que não venhamos a cair, mas

que sempre nos levantaremos depois de cada queda,

sejam elas quais forem.

Silêncio!

Há uma voz dizendo ao seu espírito

Seja feliz!

 

Paulo Roberto Gaefke

 

 

FE (M)

 

 













- Postado por: uns e outros... às 21h57
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




                                                

 

 

 

DEPOIS DE TER VOCÊ

A TEMPESTADE

E te beijarei como se fosse o último beijo temendo
que realmente o seja. Você me olhará de perto e
enxergará mais do que meus olhos imensos te olhando,
verá meus imensos olhos cheios de lágrimas – te olhando.
Esquecerei todos os momentos maus e lembrarei apenas
do que acho que não posso viver sem, como te ver dormir
encolhido ao meu lado, sempre com frio, apesar do calor
do verão lá fora.

Pensarei nas viagens que fizemos juntos e terei
certeza de que todos aqueles lugares sairão do mapa
porque nunca mais os veremos juntos.
Olharei os amigos que fizemos e vou desejar que se
afastem para não me trazerem lembranças do que não
tenho mais.
Tomarei meu café da manhã amargo, pois saberei
que sem você comigo, todos os cafés da manhã serão amargos.
Chutarei uma pedra no chão e me sentirei a própria pedra.
Escreverei textos tristes e que façam sentido apenas
para mim, pois nada mais fará muito sentido.
Assistirei aos meus programas de TV favoritos (que eram nossos)
e por segundos me pegarei sorrindo e comentando
sozinha um pedaço engraçado, desejando que você estivesse ouvindo.
Falarei com os gatos e eles não me responderão como
antes, ficarão mais calados depois de sua ida.
Atenderei ao telefone com o coração aos pulos e xingarei
a plenos pulmões a garota do telemarketing – coitada – ela
só não era você.
Verei as horas passando e simplesmente não farão
diferença todos os segundos que correm, o tempo parecerá
ter parado.
Temerei como sempre as tempestades com seus raios e
trovões e não terei você para me acalmar.
Imaginarei onde você está em algum exato momento e me
angustiarei pelo pensamento de que esteja em outros braços.
Ouvirei todas as músicas sem mais balançar a cabeça
devagarinho e acompanhar as letras que nem sei com
meus nãnãnãs.
Sonharei como o último dia em que o vi e acordarei aos
prantos, pois só em meus sonhos você ainda está perto.

A NEGAÇÃO

Direi a todos que te odeio e só eu saberei que ainda o amo
como nunca. Fingirei que desejo nunca mais vê-lo na vida,
mas em segredo (até de mim mesma) me arrumarei todas
as vezes do jeito que sei que gosta e me prepararei
para um eventual encontro.
Beijarei outras bocas e o gosto de todas elas não serão como
o seu.
Farei sexo com centenas de pessoas e entregarei a
todas o meu corpo, jamais o meu espírito como fazia com você.
Verei filmes novos e o amaldiçoarei, pois saberei que
jamais gostaria de vê-los.
Rasgarei suas fotos praguejando e reparando em todos
os seus defeitos, como aquela pinta feia que eu amava...
Picarei todas as suas cartas, mas antes a lerei novamente e
sorrirei toda vez que encontrar um erro de português.
Flertarei com todos os homens que você sentia ciúmes e
me divertirei imaginando sua cara.
Perguntarei a todos sobre você e morrerei quando me
contarem que está namorando.
Quererei ver a cara da nova escolhida e a acharei medonha,
gorda e burra quando a vir.
Me apaixonarei novamente e terei certeza de que nunca será
como o que eu senti por você. Me apaixonarei de verdade
mas ainda assim pensarei que não será a mesma coisa.
Me apaixonarei como nunca e não estarei convencida de
Que émaior do que era com você.

A BONANÇA

Um belo dia, quando eu menos esperar... tentarei com todas
as minhas forças relembrar que raio era aquilo tudo que senti
por alguém que nem sei mais direito quem tenha sido.
(Tuka Pereira)


 

 

      *Dixie*

 

         

      (clique)



- Postado por: uns e outros... às 21h11
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Mentir é tão desgastante!!!!

Interessante como cada vez mais está se tornando difícil, e em algumas situações, chega-se ao absurdo de tornar-se perigoso dizer a verdade. Ao que parece, um número maior de pessoas tem optado por viver a vida de maneira falsa. Mentem olhando nos olhos da pessoa para quem estão mentindo! E o que piora ainda mais essa situação é que essas pessoas ainda exigem ameaçadoramente a conivência e a submissão às suas mentiras de todos os que as rodeiam. Elas muitas vezes enganam por se sentirem inatingíveis, impunes e assim livres para fazerem qualquer tipo de trapaça que quiserem.
A impressão que tenho, quando me vejo diante dessas pessoas é que a questão do mentir fica tão habitual que em determinadas situações parece que elas mesmas chegam a acreditar na própria mentira!!! Ou ainda, falseiam este "acreditar"... fazem que acreditam para conseguirem convencer a todos e assim não correrem o risco de serem contrariadas e/ou questionadas. Na maioria das vezes são mentiras premeditadas, ou seja, são trapaças cuidadosamente planejadas e detalhadamente realizadas.
Acredito que mentir seja uma característica repugnante do egoísta e digna de dó do fraco pois quando ele usa a mentira geralmente não se preocupa se está fazendo mal ao outro. Sabem que estão mentindo mas optam por agir assim geralmente para terem ganhos próprios.
Existem aquelas pessoas que mentem sobre tudo e a todo momento, e assim, quando algum dia alguém resolve desmascará-las e trazer á tona suas mentiras e falsidades, parece que elas são irônicamente tomadas por crise de amnésia e mais uma vez mentem, pois de maneira covarde, rápidamente tornam-se agressivas e são capazes de criar situações cinematográficas para se mostrarem ofendidas ou ainda assumirem a posição de vítimas e se sentirem no direito de se defender daquilo que comumente nesses casos denominam cínicamente de "calúnias".
Tentam dessa maneira reverter a situação e passar a idéia de que o errado é justamente aquele que traz a verdade á tona, aquele que não consegue calar-se quando se vê enganado pois preza a verdade e sente-se indignado com falsidades. E agindo assim recusa o papel de cúmplice. Papel esse que, aliás, é extremamente importante e imprescindível para a sustentação do mentiroso e de suas mentiras. Acredito que seria bem mais simples e menos desgastante viver se cada um de nós optasse incondicionalmente pela sinceridade e pela transparência em nossas palavras e atitudes.
Até por economia falar a verdade é melhor, gasta menos! Mentir dá uma trabalheira danada! Requer gasto dobrado de raciocínio e de atenção: primeiro, no monento de inventar a mentira e usá-la e depois, quando se tem que ficar atento para não entrar em contradição e conseguir sustentar a versão inventada. Será que não seria mais fácil e bem mais produtivo direcionar esse raciocínio e essa atenção para algo mais construtivo? Com toda a certeza provocaria menos desgaste e proporcionaria maior tempo de tranquilidade! Quando a gente prefere mentir e não assumir a nossa capacidade de sermos sinceros a possibilidade de fazer o outro sofrer é grande..E de nos fazer sofrer, em algum momento, também!!! Pense nisso.

Maria Aparecida Francisquini-Mafrancisquini@navinet.com.br

E eu, Carrapata, concordando, gostaria de acrescentar uma "frase feita" mas muito pertinente a este texto: " Você pode enganar algumas pessoas por muito tempo. Você pode enganar muitas pessoas por algum tempo. Mas você não poderá jamais enganar todas as pessoas todo o tempo."

Beijos aos amigos e ás amigas, com carinho e respeito...

Carrapata



- Postado por: uns e outros... às 17h13
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Para você, mulher, que amo profundamente!

Beijo de amor, sempre e sempre.

 

De Itabira do Mato Dentro para o mundo,

encerrando a Semana da Poesia do

Noites Sem Fim.

"Amor - pois que é palavra essencial", poema de abertura de O Amor Natural, livro póstumo de Carlos Drummond de Andrade, com cerca de 40 poemas eróticos, que veio a público somente cinco anos após sua morte. Todavia, ao que se sabe, houve um certo receio de Drummond - cônscio do risco que é, quase sempre, tematizar, o erótico, o sexo, o prazer, o corpo - em torná-los acessíveis a um grande número de leitores.

Amor - pois que é palavra essencial

comece esta canção e toda a envolva

Amor, guie o meu verso, e enquanto o guie,

reúna alma e desejo, membro e vulva.

 

Quem ousará dizer que ele é só alma?

Quem não sente no corpo a alma expandir-se

até desabrochar em puro grito

de orgasmo, num instante de infinito?

 

O corpo noutro corpo entrelaçado,

fundido, dissolvido, volta à origem

dos seres, que Platão viu completados:

é um, perfeito em dois; são dois em um.

 

Integração na cama ou já no cosmo?

Onde termina o quarto e chega aos astros?

Que força em nossos flancos nos transporta

a essa extrema região, etérea, eterno?

 

Ao delicioso toque no clítoris,

já tudo se transforma, num relâmpago

Em pequenino ponto desse corpo,

a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

 

Vai a penetração rompendo nuvens

e devassando sóis tão fulgurantes

que nunca a vista humana os suportara,

mas, varado de luz, o coito segue.

 

E prossegue e se espraia de tal sorte

que, além de nós, além da própria vida,

como ativa abstração que se faz carne,

a idéia de gozar está gozando.

 

E num sofrer de gozo entre palavras,

menos, que isto, sons, arquejos, ais,

um só espasmo em nós atinge o clímax:

é quando o amor morre de amor, divino.

 

Quantas vezes morremos um no outro

no úmido subterrâneo da vagina,

nessa morte mais suave do que o sono:

a pausa dos sentidos, satisfeita.

 

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,

estendidos na cama, qual estátuas

vestidas de suor, agradecendo

o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

 

 

Nick



- Postado por: uns e outros... às 20h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Esse post é dedicado ao meu amor, com um

beijo intenso!

 

Minha homenagem ao grande poeta: Pablo Neruda

Pablo Neruda(1904-1973) é o pseudônimo usado por Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto, poeta chileno, considerado um dos mais importantes do século XX. Muito marcado pela emotividade realizou uma obra de crescente pendor humanitário. Vinte poemas de amor e Uma canção desesperada, de lirismo arrebatado, fez de Neruda com apenas 20 anos, um dos mais destacados poetas da América Latina.

 

Soneto XVII

 

 

Não te amo como se fosses a rosa de sal,

topázio ou flexas de cravos

que propagam o fogo

 

Te amo como se amam

certas coisas obscuras, secretamente,

entre a sombra e a alma.

 

Não te amo como a planta que não floresce

e leva dentro de si, oculta,

a luz daquelas flores...

 

E graças a teu amor

vive escuro em meu corpo

o apertado aroma que ascendeu da terra

 

Te amo sem saber como...

nem quando...

nem onde...

 

Te amo assim diretamente...

sem problemas...

nem orgulho...

 

Assim te amo

porque não sei amar

de outra maneira

 

se não assim

deste modo!

 

Que não sou

nem és tão perto

que tua mão

sobre o meu peito é minha

 

tão perto que se fecham

teus olhos com meu sonho.

 

Liz

 

 



- Postado por: uns e outros... às 19h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Sintam a admiração de Carlos Drumond de Andrade pela Obra de Cora Coralina:

"Minha querida amiga Cora Coralina:
Seu "Vintém de Cobre" é, para mim, moeda de ouro,
e de um ouro que não sofre as oscilações do mercado.
É poesia das mais diretas e comunicativas que já tenho lido e amado.
Que riqueza de experiência humana, q
ue sensibilidade especial e que lirismo identificado
com as fontes da vida! Aninha hoje não nos pertence.
É patrimônio de nós todos, que nascemos no Brasil e amamos a poesia ( ...)."
 

 Cora Coralina era chamada Aninha da Ponte da Lapa.
Tendo apenas instrução primária e sendo doceira de profissão.

 Publicou seu primeiro livro aos 75 anos de idade.
Ficou famosa principalmente quando suas obras chegaram até as mãos
de Carlos Drummond de Andrade, quando ela tinha quase 90 anos de idade.
Sua obra se caracteriza pela espontaneidade e pelo retrato que traça do povo do seu Estado,
seus costumes e seus sentimentos.

Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas)

20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.

NÃO SEI... 

Não sei... se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.


 Minha homenagem a essa Mulher

que se descobriu poeta já bem velhinha,
depois de uma vida de luta, inclusive com um casamento desastroso
que ela carregou corajosamente e, só após a morte do marido,
conseguiu se ver em sua enorme e verdadeira dimensão, como mulher e como poeta.

 



- Postado por: uns e outros... às 17h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Manuel Bandeira



Nasceu em 19/04/1886, no Recife e morreu em 13/10/68, no Rio de Janeiro. Poeta que provavelmente foi a principal figura do Modernismo brasileiro, embora tenha se recusado a participar da Semana da Arte Moderna de 1922, em São Paulo.
Na sua poesia, Bandeira abandonou o tom retórico de seus antecessores e usou a fala coloquial para tratar de temas triviais e eventos do dia-a-dia, com objetividade e humor.
Colaborador em vários jornais durante toda sua vida, produziu inúmeras crônicas e crítica artística. Foi ainda antologista (Antero de Quental, Gonçalves Dias), historiador literário (Noções de História das Literaturas) e biografista.

Para mim, Manuel Bandeira tem uma importância fundamental, na medida em que uns versos atribuidos a ele, me marcaram de forma definitiva,  definindo inclusive a minha maneira de encarar a vida a partir do momento em que tomei conhecimento deles. Os versos são o as seguintes: " Se as coisas lhe parecem inatíngíveis, ora... não é motivo para não querê-las... quão tristes seriam todos os caminhos, se não fora.... a mágica presença das estrelas..."

 



Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive


E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

 

*caipira®*



- Postado por: uns e outros... às 17h13
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 

Minha homenagem a uma brasileira poetisa de rara sensibilidade,
Adelaide Schloenbach Blumenschein.
Nasce em 26 de maio de 1882 - Morre em 14 de março de 1963.
Deixa-nos a sua poesia eterna.

 

 

EXALTAÇÃO

 

Olhas nos olhos meus. E eu vejo neste instante
toda a terra subir a um céu que desconheço.
Olho nos olhos teus. E fica tão distante
o mundo: e todo o fel que ele contém, esqueço.

Sorris... e, contemplando o teu lindo semblante,
o ideal de minha vida, enfim, eu reconheço.
Falas... ouço-te a voz, e, impetuosa, radiante,
num gesto de ternura, os lábios te ofereço.

Beijas a minha boca. E neste beijo grande
- como uma flor que ao sol desabrocha e se espande -,
todo o meu ser palpita e freme e vibra e estua.

Tudo é um sonho, no entanto; o teu beijo... o meu crime.
Mentirosa ilusão! Pobre ilusão que exprime
somente o meu desejo imenso de ser tua!

 [Adelaide Schloenbach Blumenschein (Yde)]

 

 

(ÞerÞetµal night)



- Postado por: uns e outros... às 15h16
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar, de uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971 .

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras.

   

 

 

 

Poema obsceno

 

Façam a festa
          cantem e dancem
que eu faço o poema duro
                                  o poema-murro
                                  sujo
                                  como a miséria brasileira 

       Não se detenham:
       façam a festa
                             Bethânia Martinho
                             Clementina
       Estação Primeira de Mangueira Salgueiro
       gente de Vila Isabel e Madureira
                                                           todos
                                                           façam
                     a nossa festa
enquanto eu soco este pilão
                            este surdo
                                  poema
que não toca no rádio
que o povo não cantará
(mas que nasce dele)
Não se prestará a análises estruturalistas
Não entrará nas antologias oficiais
                      Obsceno
como o salário de um trabalhador aposentado
                      o poema
terá o destino dos que habitam o lado escuro do país
                      - e espreitam.

 

 

 

Angela, dedico à você essa homenagem ao Ferreira Gullar.

Beijos eternos



- Postado por: uns e outros... às 14h34
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Minha homenagem a quem devo minha vida e minha

existência CANABARRO TRÓIS fILHO, meu pai, poeta e escritor.

INTERDEPENDÊNCIA

Clik

A alma precisa do corpo

como a água, da terra

para que exista o rio.

Como a luz, da treva

para que a verdade brilhe mais que  o Sol.

Como o beijo precisa da boca para sela e dos braços

para aprisionar o amor.

Como o trabalho e a amizade necessitam das mãos

para que casa e fraternidade

sejam construídas

contra o desabrigo e a injustiça.

Como o Sol e a Lua

carecem da moldura do céu

para que dia e noite se façam fronteiras

de nossas jornadas de labor e sonho.

Como a gema, da casca

para que o ovo dê a vida.

Como Deus necessita dos homens

para acabar Sua obra.

Canabarro  Tróis filho, poesia do livro Canto Solidário.

Pretinha*



- Postado por: uns e outros... às 15h20
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 [Click]

Bem sei, Amor, que é certo o que receio

 

Bem sei, Amor, que é certo o que receio;
mas tu, porque com isso mais te apuras,
de manhoso mo negas, e mo juras
no teu dourado arco; e eu to creio.

A mão tenho metida no teu seio,
e não vejo meus danos às escuras;
e tu contudo tanto me asseguras
que me digo que minto, e que me enleio.

Não somente consinto neste engano,
mas ainda to agradeço, e a mim me nego
tudo o que vejo e sinto de meu dano.

Oh! Poderoso mal a que me entrego!
Que, no meio do justo desengano,
me possa ainda cegar um moço cego
!

                                                       

                                                          [Luís Vaz de Camões]

Homenagem de §nïpër ao maior poeta da língua Lusa...

e por ter sido o único Grande Poeta que a nível mundial cantou o seu povo.



- Postado por: uns e outros... às 22h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




J. G. de Araújo Jorge (José Guilherme de Araújo Jorge) nasceu na Vila de Tarauacá, no Estado do Acre, aos 20 de maio de 1914. Ainda jovem iniciou-se na poesia. Estudou em Coimbra, Portugal, e fez curso de Extensão Cultural na Universidade de Berlim, Alemanha. Além de escritor, locutor e redator de programas radiofônicos, professor de História e Literatura, líder estudantil, tinha política em suas veias. Foi candidato a vários cargos públicos. Elegeu-se deputado federal pelo Estado da Guanabara, em 1970. Foi reeleito em 1974 e 1978. Mesmo combatidos pelos críticos, seus livros — em número de 36 — tinham grande aceitação e foram publicados em diversos países. Faleceu no dia 27 de janeiro de 1987.

 

Para você Edson, amor da minha vida que me fez voltar a acreditar no amor novamente

Que tudo que vivamos seja tão intenso quanto é o nosso amor 

beijos meu amor.

 

 

 

J. G. de Araújo Jorge

 

Sou réu de amor! Confesso o meu pecado
Porém não me arrependo desse crime,
Que amar alguém e ser também amado
É o crime mais gostoso e mais sublime!
 
A confissão por certo não redime
A quem quer continuar a ser culpado,
E se eu for, por acaso, condenado,
Não há razão para que desanime.
 
Pelo contrário. Altivo, embora fique
Meu coração partido em mil pedaços,
Eu quero que a justiça se pratique...
 
Sou réu de amor, e julgo-me indefeso!
Pela justiça, entrego-me a teus braços:
Eternamente quero ficar preso... 
 
 

 

E O RESTO É SILÊNCIO...

então ficamos os dois em silêncio, tão quietos
como dois pássaros na sombra, recolhidos
ao mesmo ninho,
como dois caminhos na noite, dois caminhos
que se juntam
num mesmo caminho... 

Já não ouso... já não coras...
E o silêncio é tão nosso, e a quietude tamanha
que qualquer palavra bateria estranha
como um viajante, altas horas...
Nada há mais a dizer, depois que as próprias mãos
silenciaram seus carinhos...
Estamos um no outro
como se estivéssemos sozinhos...



 

J G de ARAUJO JORGE

 

 



- Postado por: uns e outros... às 16h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Minha Homenagem ao um dos poetas que amo, escolhi ele, pois me identifico muito com ele....Avessa a Hortelã (Sutil)

click

Carlos Drummond de Andrade


Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Avessa a hortelã


- Postado por: uns e outros... às 18h02
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Minha homenagem a mais bela dama das Letras

Falecida em 08/03/2002

Dia Internacional da Mulher

Ela publicou seu primeiro livro aos 16 anos, com a ajuda de sua própria mãe. Um detalhe: quando morreu, a mãe jamais havia lido um livro da filha, a pedido desta. O motivo: os livros eram muito picantes, a maior parte deles repleto de lesbianismo.
Filha de espanhóis, nascida e criada no bairro paulistano de Perdizes, Cassandra Rios se chamava, na verdade, Odete. Assinava seus livros sob pseudônimo por motivos óbvios, que o tempo comprovou: Cassandra teve, ao longo de sua carreira, 36 dos seus livros proibidos pela censura do regime militar. Não bastou ser a maior vendedora de livros do país, com recordes de 300.000 cópias vendidas, número surpreendente para os anos 60: Cassandra foi perseguida pela esquerda e pela direita, tachada de pervertida pelos defensores da moral e acusada de conservadorismo pelos que lutavam contra a ditadura.

 

“Me batizaram de Demônio das Letras, Papisa do Homossexualismo, uma dama de capa e espada, seduzindo e corrompendo. Vestiram-se e revestiram-se como decorosos santos, e no entanto, tudo ao redor dessa gente fede. Fede! Os metidos a sábios da Literatura! Mais aparecem eles do que suas obras!”

“Minha mãe... vestia-me de anjinho, com uma roupinha azul muito linda, quase perfeitas asas, na cabeça uma coroinha de Cristo... As asas, de lindas peninhas azuis, de seda, pesavam bastante e às vezes os seus ganchos prendedores me arranhavam as costas, o que me fazia pensar - puxa, como os anjos sofrem! Comentei isso com minha mãe e no ano seguinte, não sei como ela arranjou isso, as asas não pesaram tanto e não me arranharam as costas. Ou seria que eu crescera, e ficando mais sensível as penas.

 

"O que mais me incomodou foi me encararem como personagem de livro. Então, não tenho capacidade para ser escritora?!". Cassandra foi enterrada no cemitério de Santo Amaro (SP)

 

Tinhas medo.
Mas eu vi malícia em teu olhar.
Fiquei, entretanto, cismando
se era porque realmente entendias
do meu sentimento estranho
que tudo fazias para chamar minha
atenção!
Tuas atitudes, teus gestos, teus olhares,
tuas palavras, tudo era intencional, era
convite.
Assim mesmo temi estar interpretando
mal.
O teu sorriso podia ter apenas
o esplendor da vaidade.
e o que fazias, coisas banais, formalidades
de aproximação casual!
Confessaste depois tua intenção:
Querias conquistar-me!
Teus olhos, querida, são magnetizantes!
Dois astros ofuscantes que incendiaram meu sangue!
Teus olhos, minha namorada,
são duas estrelas a ofuscar por entre as pálpebras semi-serradas,
como as tampas de caixa de veludo, ou como luzes
sumindo por entre as asas negras do infinito..

 

Mendigo

 

 

 



- Postado por: uns e outros... às 18h50
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Minha Homenagem Sera a FLorbela Espanca..

Como dizem vários estudiosos da sua pessoa e obra, Florbela surge desligada de preocupações de conteúdo humanista ou social. Inserida no seu mundo pequeno burguês, como evidencia nos vários retratos que de si faz ao longo dos seus escritos.

Ser poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente

lua (snäkë)



- Postado por: uns e outros... às 14h09
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Coração Apaixonado 

Jarbas Marques Póvoa

17.04.2003

 

Não sei, mas sinto.

Sinto a dor da separação

Se longe me vem a percepção

O coração se agita e treme

Sentindo no ar uma decepção.

 

Coração vagabundo e triste

Vai aos tombos vivendo

Este amor incontido

Sorrindo, chorando e cantando.

 

Coração apaixonado

Triste, abatido e sofrendo

A dor do amor impossível

Canta suas mágoas, vive querendo.

 

Querendo seu amor

Carinho e calor

Sua presença que encanta

E que espanta toda dor.

 

 

(ALEX-54)

 

 



- Postado por: uns e outros... às 18h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 Um amor platônico

 

Hoje (05/01/07) ás 18 hs +/-,  de repente,  ouvindo a midi Epitáfio, viajei no tempo (aos meus 20 e poucos anos). lembrei das coisas que me entristece por deixar de ter feito...



Veio a mente o amor platônico, o meu Deus Grego, passei anos a me culpar pela minha timidez, mas... o tempo serve até pra nos absorver de certos "crimes", já me perdoei, pensando... foi melhor assim, quem sabe nem a amizade pudéssemos salvar, e salvei... anos se passam sem nos ver uma vez que moramos em Estados distantes, mas volta e meia nos encontramos ao acaso, e relembramos com saudades o tempo em que éramos muito ligados por amizade, as coisas simples que vivíamos, eram simplesmente singulares, são coisas que não esqueceremos jamais...

 clik

E a música: juras secretas... sintetiza tudo, algo que nos fariam felizes, mesmo que tudo só existisse por um momento, "que seja eterno, enquanto dure"...

Tankiu.....

mulher pequena (sala 3)

 



- Postado por: uns e outros... às 09h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 
DERROTAS E VITÓRIAS

Será que realmente conhecemos os nossos limites?
Às vezes não, e aí, na maioria das vezes fica difícil deter um processo. Conhecer ou saber entender até onde podemos ir, é uma das mais sábias lições do conhecimento humano. Quando você realmente conhece os seus limites, pode planejar, pode sonhar, pode acreditar num futuro. Veja, quando digo 'conhecer os seus limites', não estou fazendo alusão aos limites da alma! Essa já nasceu livre. Nada pode deter essa liberdade...

Os limites a que estou me referindo são aqueles que, se não observados, podem provocar danos irreversíveis a uma amizade, um afeto, um amor, e assim por diante. Tudo isso pode ser compreendido melhor, dependendo do grau de auto-estima de cada um. Temos que ter em mente a hora de começar algo, mas, muito mais sábio ainda é ter a noção da hora certa de terminar algo.
Não se sinta derrotada (o) quando dever terminar alguma coisa! É necessário esse momento, para que outros possam vir a existir. Todo término é a nova etapa que se inicia em direçaõ à evolução. 
 
 
clik
 

*Andarilha®*



- Postado por: uns e outros... às 15h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Na semana do Dia Internacional da Mulher uma homenagem a quem
 
merece.
 
Parabéns a você mulher pelo seu dia!
 
Parabéns a você que é homem sem os quais não haveria paradigma.
 
 
 
clik nas rosas
 
 
Sexo

 
Nasci
 
Sexo feminino - na certidão
 
Sexo inferior - para os patriarcas
 
Sexo frágil - ainda hoje.

 
Lamento contrariar
 
Não sou frágil
 
Não sou inferior.

 
Sou feminina
 
Sou fêmea
 
Sou MULHER.
 
(Angela de Almeida)
 
 
Com carinho,
 
 
 
 
 


- Postado por: uns e outros... às 14h26
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




A VIDA

 

Já escondi um amor com medo de perdê-lo,
 
Já perdi um amor por escondê-lo...
 
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo,
 
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
 
Já me arrependi por isso...
 
Já passei noites chorando até pegar no sono,
 
Já fui dormir tão feliz,
 
Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...

Já acreditei em amores perfeitos,
 
Já descobri que eles não existem...
 
Já amei pessoas que me decepcionaram,
 
Já decepcionei pessoas que me amaram...

Já passei horas na frente do espelho
 
Tentando descobrir quem sou,
 
Já tive tanta certeza de mim,
 
Ao ponto de querer sumir...

Já menti e me arrependi depois,
 
Já falei a verdade
 
E também me arrependi...
 
Já fingi não dar importância a pessoas que amava,
 
Para mais tarde chorar quieto em meu canto...

Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
 
Já chorei de tanto rir...
 
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
 
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
 
Já tive crises de riso quando não podia..

Já senti muita falta de alguém,
 
Mas nunca lhe disse...
 
Já gritei quando deveria calar,
 
Já calei quando deveria gritar...

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
 
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros...
 
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
 
Já fingi ser o que não sou para desagradar outros...
 
Já contei piadas e mais piadas sem graça,
 
Apenas para ver um amigo mais feliz...
 
Já inventei histórias de final feliz
 
Para dar esperança a quem precisava...
 
Já sonhei demais,
 
Ao ponto de confundir com a realidade...

Já tive medo do escuro,
 
Hoje no escuro "me acho..me agacho..fico ali"...
 
Já caí inúmeras vezes
 
Achando que não iria me reerguer,
 
Já me reergui inúmeras vezes
 
Achando que não cairia mais...

Já liguei para quem não queria
 
Apenas para não ligar para quem realmente queria...
 
Já corri atrás de um carro,
 
Por ele levar alguém que eu amava embora.

Já chamei pela mamãe no meio da noite
 
Fugindo de um pesadelo,
 
Mas ela não apareceu
 
E foi um pesadelo maior ainda...
 
Já chamei pessoas próximas de "amigo"
 
E descobri que não eram;
 
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
 
E sempre foram e serão especiais para mim...

Não me dêem fórmulas certas,
 
Porque eu não espero acertar sempre...
 
Não me mostre o que esperam de mim,
 
Porque vou seguir meu coração!...
 
Não me façam ser o que eu não sou,
 
Não me convidem a ser igual,
 
Porque sinceramente sou diferente!...

Não sei amar pela metade,
 
Não sei viver de mentiras,
 
Não sei voar com os pés no chão...
 
Sou sempre eu mesmo,
 
Mas com certeza não serei o mesmo para sempre!!

clique p/ ouvir

postado por £etrinha

Feliz Dia Internacional da Mulher!!!

 


 



- Postado por: uns e outros... às 15h22
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Linhas de Amor

Saboreio o instante que surge a minha frente,

De forma carinhosa toco a face de meu bem,

Com os olhos fechados como um vidente,

Descubro seu querer,nossas vontades,

Faço o desenho de meus sonhos,feito voce,

Tento ser não só as respostas e perguntas,

Mas a escrita da verdade,não uma verdade qualquer,

Mas aquela que cobre nossos anseios,

Que rejuvenesce nosso sentimento,

E que também faz crescer a paixão,

Neste momento quero ser insano,

E que esta insanidade seja eterna,

E que fique gravada nestas linhas traçadas em uma

Noite de solidão.

[Manoel Denys]

click

           Doces Lembranças

Lembranças... o que são elas, senão momentos únicos que alimentam o presente?
Seis anos, eu ainda menino, cheio de descobertas pela frente, sonhos, mas sonhos de momentos...
Lembro de um, que de fato ficou aqui gravado.
Tinha 6 anos, não mais, era dezembro, fomos passar as férias na casa de meus avós, cidade do interior, sinal de coisas boas...
Cinco horas da manhã, não mais que isso, lá fora pássaros já anunciavam o novo dia, saltitando de galho em galho e eu ali, num quarto escuro, casa de minha avó, lugar modesto, de chão batido, paredes feitas a barro e madeira, um paraiso.
Silencio, nenhuma voz, todos ainda dormiam cansados do dia anterior.
Havíamos saido para uma pescaria, onde todos menos eu, conseguiram fisgar um peixe... mas eu, quase...desde pequenos sempre tivemos este espírito de pescador.
Ponho-me de pé... o medo do escuro e de saber ser o único ali que despertara, me faz ficar atento a qualquer ruido.
Agora ouço barulho de chinelos se arrastando pelo chão batido, descem o corredor em direção à cozinha, espero uns minutos, e me arrisco àquela aventura descobrir quem era o dono daqueles passos.
Sigo de mansinho pelo corredor, chego à porta da cozinha, e ali vejo um corpo franzino, lá pelos seus setenta e oito anos, marcado pela vida dificil de pessoa humilde.
Arcados sobre o fogão de lenha, seus braços o percorriam com tanta leveza, como a saber de seus atalhos pois ali sobre ele, passaram-se anos de sua vida.
Ela se vira, me vê ali, olhos acesos, sorri, acena pedindo que chegue mais perto e me beija,
pondo-me em seguida sentado à mesa e num instante surgiu em minha frente um café negro como o quarto, de perfume até hoje inigualável.
Pão feito no forno de barro, obra de meu avô...
Ela senta-se à minha frente e passamos a nos deliciar com o banquete.
Permanecemos ali calados, só com troca de olhares.
Terminado o café, levanto-me e sigo em direção ao corredor onde encontro minha mãe e meus irmãos que me questionam: O que eu fazia ali naquela hora da manhã, porque não os chamei?
Nada respondo.
Viro-me, olho o rosto de minha avó e sorrio.
Ela me devolve o sorriso sem comentar o que ocorrera ali momentos atrás.
Corro em direção ao quintal...
Até hoje lembro desse momento, onde por quase uma hora, sem pronunciar uma única palavra,
fomos avó e neto, mãe e filho, fomos, cumplicidade, amor, carinho,respeito.
Pena que não pudesse tê-la em minha vida por muito tempo.
Antes de completar 8 anos, ela já não mais estava ali.
Coisas da vida, hoje entendo.
Sei que jamais se perderão de meus pensamentos.
Doces lembranças... doces lembranças de minha avó...
Doces lembranças.

[Manoel Denys]

Tonto



- Postado por: uns e outros... às 16h41
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 

                "QUEM NÃO COMPREENDE UM OLHAR, TAMPOUCO COMPREENDERÁ UMA LONGA EXPLICAÇÃO"
(Mario Quintana)
 
 
 
 

A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

"Educação enferruja por falta de uso".

 Mú§!c0



- Postado por: uns e outros... às 08h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




UM ANJO PARA VOCÊ 

(clique)

Para iluminar seu caminho,

para colocar ordem na sua vida,

para você ter sempre a certeza,

de que ele está ao seu lado,

em todos os momentos.

Em qualquer situação,

na sua tristeza e na sua alegria.

E mesmo que você se esqueça dele as vezes,

ele estará sempre do seu lado,

lhe ajudando, lhe dando conselhos,

lhe conduzindo na sua estrada,

as vezes triste, as vezes alegre.

Ele sempre vai dar o melhor de si,

para lhe ajudar, e em troca disso,

ele só quer que você saiba dele,

que acredite nele.

Não precisa saber o nome do seu anjo,

basta lembrar dele como uma luz,

a iluminar o seu caminho.

E você pode ter certeza de que ele é assim,

uma imensa luz, que não se apaga nunca,

que não fica fraca,

que jamais perde sua força e seu brilho.

Um lindo anjo para você...

Que você possa contar com ele,

Sempre....sempre

 

 

MENDIGA



- Postado por: uns e outros... às 23h20
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Minha postagem de hoje dedico ao amigo 
 
GATO NO TELHADO ( EL BRUJO ) amigo
 
virtual e real, que partiu sábado sem ter
 
chances de se despedir. Saudades... 
 
 
  
 
Se
 
 
Mário Quintana
 
 
 
Se algum dia eu soubesse que nunca mais iria ver você...
Eu lhe daria um abraço mais forte.
Se eu soubesse que seria a última vez a ver você...
Eu lhe daria um beijo e o chamaria para dar mais um.
Se eu soubesse que seria a última vez a ouvir sua voz...
Eu gravaria cada movimento e cada palavra, para revê-lo todos os dias.
Se eu soubesse que seria a última vez que eu poderia parar mais uns dois minutos para dizer-lhe: "gosto de você..."
Eu diria, ao invés de deixar que presumisse.
Se eu soubesse que seria o último dia a compartilhar com você...
O aproveitaria muito mais intensamente em vez de deixá-lo simplesmente passar.
Sempre acreditamos que haverá amanhã para corrigir um descuido...
Para ter uma segunda chance de acertar.
Será que haverá uma chance para dizer: "posso fazer alguma coisa por você?"
O amanhã não é garantido para ninguém. Seja para jovens ou mais velho, e hoje pode ser a última chance de abraçar aqueles que amamos.
Então se estamos esperando pelo amanhã, por que não agimos hoje?
Assim, se o amanhã nunca chegar não teremos arrependimento de termos aproveitado um momento para um sorriso, para um abraço, para um beijo, uma gentileza, porque estávamos muito ocupados para dar a alguém o que poderia ser o último desejo.
Abracemos hoje aqueles que amamos, sussurremos em seus ouvidos, dizendo-lhes o quanto nos são caros e que sempre os amamos.
Encontremos tempo para dizer: "desculpe", "perdoe-me", "obrigada", "eu perdôo você".
Sempre há tempo para amarmos.
E se não houver amanhã, também não haverá remorsos de hoje para carregarmos.
 
Pense nisso agora...
 
 
 ¤Mäg¡ä do olhär¤
 
 
 
 
 


- Postado por: uns e outros... às 16h12
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Último Soneto [click]
 
Que rosas fugitivas foste ali!
Requeriam-te os tapetes, e vieste...
Se me dói hoje o bem que me fizeste,
É justo, porque muito te devi.
 
Em que seda de afagos me envolvi
Quando entraste, nas tardes que apareceste!
Como fui de percal quando me deste
Tua boca a beijar, que remordi...
 
Pensei que fosse o meu o teu cansaço
Que seria entre nós um longo abraço
O tédio que, tão esbelta, te curvava...
 
E fugiste... Que importa? Se deixaste
A lembrança violeta que animaste,
Onde a minha saudade a côr se trava?...
 
                                                   [Mário de Sá Carneiro]
= §nïpër =


- Postado por: uns e outros... às 23h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




clik no piano ouça linda musica

Para nós do Noites é sempre uma responsabilidade muito grande apresentar um novo poeta. Sempre que o fazemos, e já foram tantas apresentações, ficamos na espectativa de como esse novo talento será recebido pelos nossos leitores. Normalmente apresentamos um novo blogueiro simplesmente com sua postagem por se tratar, na maioria, de nicks já conhecidos em salas de chat, bastando para isso o reconhecimento de todos.

Mas hoje abrimos  parênteses e pedimos licença ao «Þrïncïpë Þöëtä» que aqui se inscreve como mais um blogueiro do noites, para apresentá-lo a todos.

Um dia o Alemostrou sua poesia à  ºßandidaº  que resolveu presenteá-lo com uma "assinatura" No Noites Sem Fim. E quem acaba ganhando o melhor presente somos todos nós: mais um blogueiro poeta.

O poema apresentado como estreia do novo blogueiro eu já conhecia de outros blogs, sites e e-mails  de mensagens amigas, e sempre li com a mesma ternura e encanto com que releio agora. A apresentação? Dispensamos aqui. Basta dizer que o Noites ganha mais um ser encantado que tem nos versos o retrato de uma alma apaixonada em busca de seus sonhos.

Alexandre Lemos, o «Þrïncïpë Þöëtä», já teve seus poemas publicados no "Betynha Mensagens", no "jornal Achei", no "Dream and fantasys" e em vários outros sites e blogs. Mas como ele mesmo diz "Nunca fiz parte de nenhum, nunca conheci ninguém", mas aqui no Noites, pelas mãos da ºßandidaº  sua amiga real, ele estará em casa. Será um de nós. Bem vindo Ale !!! A Equipe do Noites Sem Fim te aprensenta.


"Ale Querido ai vai meu presente pra vc... minha homenagem a vc... Te adoro... Frida... (ºßandidaº)"

Poema (autor: Alexandre Lemos - Aluno da APAE)
                   



ILUSÕES DO AMANHÃ

"Por que eu vivo procurando um motivo de viver,

Se a vida às vezes parece de mim esquecer?

Procuro em todas, mas todas não são você

Eu quero apenas viver

Se não for para mim que seja pra você.

Mas às vezes você parece me ignorar

Sem nem ao menos me olhar

Me machucando pra valer.

Atrás dos meus sonhos eu vou correr

Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.

Se a vida dá presente pra cada um

O meu, cadê?

Será que esse mundo tem jeito?

Esse mundo cheio de preconceito.

Quando estou só, preso na minha solidão

Juntando pedaços de mim que caíam ao chão

Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.

Talvez eu seja um tolo,

Que acredita num sonho

Na procura de te esquecer

Eu fiz brotar a flor

Para carregar junto ao peito

E crer que esse mundo ainda tem jeito

E como príncipe sonhador

Sou um tolo que acredita ainda no amor."

«Þrïncïpë Þöëtä»



- Postado por: uns e outros... às 09h59
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




 

A GRAÇA TRISTE

Cassiano Ricardo

 

Só me resta agora
Esta graça triste
De te haver esperado
Adormecer primeiro.
Ouço agora o rumor
Das raízes da noite,
Também o das formigas
Imensas, numerosas,
Que estão, todas, corroendo
As rosas e as espigas.


Sou um ramo seco
Onde duas palavras
Gorjeiam. Mais nada.
E sei que já não ouves
Estas vãs palavras.
Um universo espesso
Dói em mim com raízes
De tristeza e alegria.
Mas só lhe vejo a face
Da noite e a do dia.


Não te dei o desgosto
De ter partido antes.
Não te gelei o lábio
Com o frio do meu rosto.
O destino foi sábio:
Entre a dor de quem parte
E a maior — de quem fica —
Deu-me a que, por mais longa,
Eu não quisera dar-te.


Que me importa saber
Se por trás das estrelas
haverá outros mundos
Ou se cada uma delas
É uma luz ou um charco?
O universo, em arco,
Cintila, alto e complexo.
E em meio disso tudo
E de todos os sóis,
Diurnos, ou noturnos,
Só uma coisa existe.


É esta graça triste
De te haver esperado
Adormecer primeiro.


É uma lápide negra
Sobre a qual, dia e noite,
Brilha uma chama verde.

 Petuti



- Postado por: uns e outros... às 14h14
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________