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Noites Sem Fim...
O NOSSO LIVRO
Livro do meu
amor, do teu amor,
Livro do nosso amor , do nosso peito...
Abre-lhe as
folhas devagar, com jeito,
Como se fossem pétalas de flor.
Olha que eu
outro já não sei compor
Mais santamente triste, mais perfeito
Não esfolhes
os lírios como que é feito
Que outros não tenho em meu jardim de
dor!
Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu!
Num sorriso tu dizes e
digo eu:
Versos só nossos mas que lindos sois!
Ah! meu Amor! Mas
quanta, quanta gente
Dirá, fechando o livro docemente:
"Versos só nossos,
só de nós os dois!"
[Florbela Espanca]
" Não há poema em si, mas em mim ou em ti.[Octavio Paz]"
Comunidade do Uolkut
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Atalho para a Caixinha 2

Atalho para a "Caixinha 1"

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Deixaram sua pegadas no "noites"...

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ÞerÞetµal night
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£å£i
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ºsonhadoraº/ctba
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¤Mäg¡ä do olhär¤
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£etra escarlate
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*Pretinha*
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«§mi£ë»
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Sandra Vls
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Romantico
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Loirinho-Morador de lua
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|§nïpër|
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ºßañdîdå
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{Só}£etrando
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Nosso novo endereço... a continuação deste caderno.
Clik na figura acima e embarque nesse sonho.

Os que fizeram o Noites acontecer:
A Jô, (ALEX-54), ^^Ana Carolina^^, *Andarilha®*,ANDRE, (§*.*§Angel), , Anja, AnnaTerra©/RS, Ariadne, Avessa a hortelã, ºßañdîdå, ß룣ä_Ñ¡ññä, brisa do mar(M), *caipira®*,Carrapata, Cavaleiro_Negro, Deborah*, Diamante, *Ðistraíd@™, *Dixie*, Eu., EXPE®T, FE(M), Filho da mãe, Gat@zula, Hellen, Homem...2007, Jack (Woz), Ketinha*, £å£i, £etra escarlate, Liz, Loirinho-Morador de lua, Lord W...!!!, Lua (snäkë), ¤Mäg¡ä do olhär¤, Maria*, Måri@Rita®, MENDIGA, Mendigo, Mina Rebelde, Mingau Caipira, MONALISA, *Moren@Flor* ,Mulher Pequena, Mú§!c0, Nick, ~~~peixinha~~~, Perfídia, ÞerÞetµal night, *petuti*, ^-ÞøeM@~^, *Pretinha*, «Þrïncïpë Þöëtä», Q Feio, Romântico, Sandra Vls, Sereno*, Simone®,«§mi£ë», |§nïpër|, {Só}£etrando, ºsonhadoraº/ctba, (tonto)Manoel Denys , Virgílio.

Fresta
Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.

Dorme Enquanto Eu Velo
Deixa-me sonhar...
Dorme Enquanto Eu Velo
Deixa-me sonhar...
Nada em mim é risonho.
Quero-te para sonho,
Não para te amar.
A tua carne calma
É fria em meu querer.
Os meus desejos são cansaços.
Nem quero ter nos braços
Meu sonho do teu ser.
Dorme, dorme. dorme,
Vaga em teu sorrir...
Sonho-te tão atento
Que o sonho é encantamento
E eu sonho sem sentir.
[Fernando Pessoa ]
Publicado por Eu.

Beijo eterno
(Castro Alves)

Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue.
Acalma-o com teu beijo,
Beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor
Do mundo, e beija-me, querido!
Vive só para mim, só para a minha vida,
Só para o meu amor!
Fora, repouse em paz
Dormindo em calmo sono a calma natureza,
Ou se debata, das tormentas presa,
Beija inda mais!
E, enquanto o brando calor
Sinto em meu peito.
Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
Com o mesmo ardente amor!...
Diz tua boca: "Vem!"
Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama
Todo o meu corpo que o teu corpo chama:
"Morde também!"
Ai! morde! que doce é a dor
Que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! morde mais!
que eu morra de ventura,
Morta por teu amor!
Edson, paixão da minha vida
para você todo meu amor,
sempre sua Angela.


TIGRESA
Luto com as garras de uma tigresa em busca da felicidade. Na selva da vida só sobrevivem os mais fortes. Tenho os sentidos aflorados.
Sou mulher, sou ferina. Sou a gata mansa que ronrona a teus pés e a fera que te aprisiona entre as presas. A fêmea que exala seus feromônios à lascívia do macho.
Sou aquela que sangra todos os meses para ter o dom de gerar vidas. A fortaleza inexpugnável expressa na lágrima de mulher.
Sou a metamorfose da inocente menina à maliciosa mulher. Sou o teu desejo e o teu prazer. O teu objetivo de paz e a tua ruína de guerra. A água que te refresca e o fogo que te queima.
Olho fixo em teus olhos no auge do prazer pra enxergar tua alma. Enlaço-te entre minhas pernas para te sentir meu. Dou-te meu corpo, mas não possuis minha alma.
Sou frágil pétala de flor ao sabor do vento e a fera a espreita de sua caça...
Sou mulher...
(Maria Izabel)
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NOSSOS FILHOS

Meus amigos queridos
Iniciando uma série de depoimentos colhidos entre muitas crianças..
Nos dando a visão exata de todos os ângulos que eles
conseguem ver, e nós não...
Mas nem por isso deixaremos de olhá-los diariamente.

Para nós eles parecem frágeis,carinho a toda prova,
Atenção suprema,cuidados especiais...
Sorrisos a largo rosto...
Mãos entrelaçadas em pedidos eternos..
Aí eles crescem rápido demais e nós sequer
conseguimos acompanhá-los
Pois sempre tem alguns deles que caem e se machucam,
Não é mesmo, aí nos sentimos fragilizados,

Começam a perguntar os PORQUÊS....
Aff..esta fase é demais de linda.....kkkkkkk cada uma que arrepia..
Mas sempre nos fazemos presentes, mais a cada
segundo pois seus neurônios avançam mais e mais
descobrindo coisas inimagináveis aos olhos deles.

Esta fase dos querer, nos traz alegrias profundas pois estão
Florindo como as rosas, seus lindos conhecimentos
Estão a flor da pele, já sabem o que querem e para onde vão...
Começam a saber mais sobre tudo com os amiguinhos de escola,
Inicia-se a corrida para a sobrevivência em conhecimentos e trabalho...

Nesta fase somos os caras durões, não os deixamos ir a casa
dos amiguinhos conversarem sobre seus segredinhos..
Sobre as professoras e seus castigos..
Sobre as menininhas e ou menininhos..
Sobre os professores e seus bigodões e suas manias
Sobre os destacáveis da sala , sobre a diretora
Enfim sobre os segredos que nos fizeram muito bem
Em aprendizado e malicias da vida.
Professores e professoras,,,,parte importante nas suas vidas,,,
Em movimentos e segredos
Nossos mestres e nossos anjos da guarda.


Para chegarmos aqui.......velhos e desassossegados..
Bem vou fechar com chave de ouro...
Beijos amigos, estes são nossos filhos.
click
Mendigo
O que valeu a pena hoje?
Paulo Mendes Campos, em uma de suas crônicas reunidas no livro "O
Amor Acaba", diz que devemos nos empenhar em não deixar o dia partir inutilmente.
Eu tenho, há anos, isso como lema.
É pieguice, mas antes de dormir, quando o dia que passou está dando o prefixo e saindo do ar, eu penso: o que valeu a pena hoje? Sempre tem alguma coisa.
Uma proposta de trabalho. Um telefonema. Um filme. Um corte de cabelo que deu certo.
Até uma briga pode ter sido útil, caso tenha iluminado o que andava
escuro dentro da gente.
Já para algumas pessoas, ganhar o dia é ganhar mesmo:
ganhar um aumento, ganhar na loteria, ganhar um pedido de casamento, ganhar uma licitação, ganhar uma partida.
Mas para quem valoriza apenas as megavitórias, sobram centenas de
outros dias em que, aparentemente, nada acontece, e geralmente são
essas pessoas que vivem dizendo que a vida não é boa, e seguem
cultivando sua angústia existencial com carinho e uísque, mesmo já
tendo seu superapartamento, sua bela esposa, seu carro do ano e um salário aditivado.
Nas últimas semanas, meus dias foram salvos por detalhes.
Uma segunda-feira valeu por um programa de rádio que fez um tributo aos Beatles e que me arrepiou, me transportou para uma época legal da vida, me fez querer dividir aquele momento com pessoas que são importantes pra mim.
Na terça, meu dia não foi em vão porque uma pessoa que amo muito recebeu um diagnóstico positivo de uma doença que poderia ser mais séria.
Na quarta, o dia foi ganho porque o aluno de uma escola me pediu para tirar uma foto com ele.
Na quinta, uma amiga que eu não via há meses ligou me convidando para almoçar.
Na sexta, o dia não partiu inutilmente, só por causa de um cachorro-quente.
E assim correm os dias, presenteando a gente com uma música, um crepúsculo, um instante especial que acaba compensando 24 horas banais.
Claro que tem dias que não servem pra nada, dias em que ninguém nos surpreende, o trabalho não rende e as horas se arrastam melancólicas, sem falar naqueles dias em que tudo dá errado: batemos o carro, perdemos um cliente e o encontro da noite é desmarcado.
Pois estou pra dizer que até a tristeza pode tornar um dia especial,
só que não ficaremos sabendo disso na hora, e sim lá adiante, naquele lugar chamado futuro, onde tudo se justifica.
É muita condescendência com o cotidiano, eu sei, mas não deixar o dia de hoje partir inutilmente é o único meio de a gente aguardar com entusiasmo o dia de amanhã...
(Texto de Martha Medeiros)
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Simone®
Dualidades d’alma
Você que mal chegou e partiu;
de cujas lutas me fez perdedor
você que se zangou e sorriu
hoje é um misto de ternura e amargor.
Você que embalou e destruiu meus sonhos
que foi meu tormento e minha paz
que deixou os meus olhos tristonhos
hoje, não me buscas mais.
Você que acariciou e castigou minh’alma
que fez os meus dias breus e não luar
você que aquietou e sangrou meu coração
por que insisto tanto em te amar?
Você que foi calmaria e tempestade
que despertou volúpias e amor
em mim coexiste esta dor...
porque você é ... presença e saudade.
H룣ëñ
CREIO EM MIM
click
Eu, que comi a casca
por não merecer a polpa.
Eu, que criei a culpa
e me escondi atrás de sua máscara.
Que me esbofeteei me disse
os mais obscenos insultos.
Eu, que neguei dar-me indultos,
condenando-me a estar triste.
Eu, que suicidei minha aspiração,
para lograr ser querido.
Que eniminizei comigo mesmo,
truncando todos meus vôos.
Eu, que me esculpi no rosto,
abusando de mim mesmo.
Eu, que cedi ao cinismo,
machucando a quem me amara.
Eu, exigente e desapiedado
com nada como comigo.
Eu, meu mais cruel inimigo,
meu juiz e meu sentenciador...
Me levantei esta manhã,
cansado de não me querer.
De me apagar, me obscurecer,
de que minha luz não brilhará.
Vi no espelho meus olhos,
olhando-me em meu olhar,
Tantas vezes empanado
por olhar-me com nojo.
E me dei ternura e vi,
nesse rosto cansado,
que me observava estranhamente,
o beleza que eu fui...
Me vi ante os que têm sofrido,
amparando o desamparo.
Me vi austero, mas honrado,
me vi nobre, me vi erguido.
Me vi alentando ao formoso,
me vi curando feridas.
Me vi sempre agradecido,
sincero, ingênuo e gozoso.
Me vi vencendo o abismo,
sem mancha, nem cicatriz.
E quis me fazer feliz,
honrando que sou eu mesmo...
Que sou franco, solidário,
que sou leal e confiável,
que quando embainhei meu sabre,
apostei no humanitário...
Sem malsã auto-compaixão,
fui piedoso ante a minha pena.
Levantei minha condenação,
como o que amando se ama.
Apreciei o valor de tudo,
pesei o erro e o acerto,
sempre elegi estar desperto,
sem submergir-me no lodo.
E olhando meu olhar,
me pedi perdão, e quis
valorizar tudo quanto disse
sem reprovar-me de nada...
...Deixar-me ser, sem podar-me...
jardineiro de mim mesmo,
porque não é egocentrismo
abrir minha essência
e mostrar-me...
Vir a ser e isso decido,
estar disposto a abrir-me à vida...
E basta de tanta ferida,
sendo eu o mutilador e o mutilado.
Por tudo o que vivi,
a partir deste momento,
já conto comigo, e sinto
que finalmente!
EU CREIO EM MIM!
Jack (Wozz)

Um piano, Uma Melodia, Você e Eu
Olhos de Lince

No burburinho alegre das pessoas,
consigo captar a sonoridade das notas musicais,
que aos poucos...Se tornam conhecidas,
ao surgir da linda melodia,
La Vie En Rose, no dedilhar do pianista.
Olho você...
Você a mim...
Nossas mãos se apertam, e sorrindo, entendemos,
o querer de nossos corações.
Avistamos uma mesa vazia na penumbra do Piano Bar,
que esconde lá fora o clarão da Lua e o baile das estrelas...
mas não consegue esconder os nossos olhares apaixonados,
a dizer do nosso amor.
Por tantos amores falsos, passamos,
desde a perda de nosso primeiro amor.
E agora, quem sabe...Deus nos quer unir
para o resto de nossas vidas.
Adeus às maldades de falsos amores...
Bem vindo ao amor sereno e maduro,
da cumplicidade, do desejo, dos sonhos e
do respeito.
Olho você...
Você a mim...
Entendemos com discreto sorriso,
o mágico momento no beijo encabulado,
que promete a continuidade de nosso caminhar...
Os acordes finais de La Vie En Rose,
selam o encantamento que vivemos,
ficando para sempre, como calmante da gostosa saudade,
nas raras vezes que estivermos distantes.
Liz
Click
Para você, meu amor sereno, meu amor maduro,
da cumplicidade, do desejo, dos sonhos e do respeito.
Beijo intenso.

Carta ao Amor Possível
Madrugada insone... à minha volta, o sentimento do já visto.
Nem a poesia acalenta o fremir dos olhares.
No ritmo das pálpebras, o balé das lembranças e o murmúrio do teu rosto despido em meu olhar.
Concedo-me ao desalinhar das emoções e a alucinação de todas as vésperas, em que te aguarda a minha espera.
No silêncio de um novo dia que se anuncia, o pensamento cruza o horizonte, buscando nas asas da serenidade, um pouso para os olhares.
A voz da saudade cala-se em meus lábios... sabe que há palavras que não se escrevem. Necessitam apenas do aconchego do peito e da cumplicidade do sentir inconfesso.
Há na lua que me espreita, um perfume de solidão que me convida à introspecção e ao caminhar para os meus espelhos.
No quarto, todas as nuanças que me denunciam, como se cada matiz contasse a nossa história, em meio à vigília que faço de mim mesma. Nas paredes nuas, o eco da minha respiração suspensa e a sombra da inquietude das mãos.
As coisas inanimadas também aguardam o som dos teus passos, enquanto te esqueces em vidas que não são tuas.
E é assim que sempre me vens: no desdobrar do corpo, no calor aveludado e sutil, enquanto meus sonhos perdidos encontram a mim e a ti.
Não posso imaginar outro momento que não esse, quando meu desejo te invoca e te fazes em mim, precipício, loucura, suspiro e vertigem.
Não há qualquer gesto meu que não te traga ao ardor da memória.
Deito-me aos meus pés e abraço-me à tua ausência. Em mim, a vaga esperança de que virás... talvez a sensatez acuse-me de delirante, enquanto sussurro a minha saudade nos corredores da insônia.
Um dia chegará a manhã possível e serás mais que todas as letras que alinho nos versos que talvez não leias.
Regressarás de onde nunca partiste.
Fernanda Guimarães
Clica em mim...![]()

PAIXÃO
Uma linda mulher que repousa em meus sonhos,
que me faz querer nunca acordar
para senti-la sempre ao meu lado,
és assim um sentir pulsante,
é assim uma sede, uma vontade ardente,
talvez seja assim que se traduza uma paixão,
um desejo, um momento.
um presente de Manoel ( tonto)

Que me venha esse homem
Que me venha esse homem
depois de alguma chuva
que me prenda de tarde
em sua teia de veludo
que me fira com os olhos
e me penetre em tudo.
Que me venha esse homem
de músculos exatos
com um desejo agreste
com um cheiro de mato
que me prenda de noite
em sua rede de braços
que me perca em seus fios
de algas e sargaços.
Que me venha com força
com gosto de desbravar
que me faça de mata
pra percorrer devagar
que me faça de rio
pra se deixar naufragar.
Que me salve esse homem
com sua febre de fogo
que me prenda no espaço
de seu passo mais louco.
Bruna Lombardi
postado por £etrinha


clic

As mulheres de origem Celta eram criadas
tão livremente como os homens.
A elas era dado o direito de escolherem
seus parceiros e nunca poderiam ser
forçadas a uma relação que não queriam.
Eram ensinadas a trabalhar para que
pudessem garantir seu sustento,
bem como eram excelentes amantes,
donas de casas e mães:
A primeira lição era:
“Ama teu homem e o segue, mas somente
se ambos representarem um para o outro
o que a Deusa Mãe ensinou:
Amor, companheirismo e amizade.”
Jamais permita que algum homem a escravize:
você nasceu livre para amar, e não para
ser escrava.
Jamais permita que o seu coraçãosofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade,por que sofrer?
Jamais permita que seus olhos derramem
lágrimas por alguém que nunca fará
você sorrir!
Jamais permita que o uso de seu próprio
corpo seja cerceado.
Saiba que o corpo é a moradia do espírito,
por que mantê-lo aprisionado?
Jamais se permita ficar horas esperando
por alguém que nunca virá, mesmo tendo
prometido!
Jamais permita que o seu nome seja pronunciado
em vão por um homem cujo nome você
sequer sabe!
Jamais permita que o seu tempo seja
desperdiçado com alguém que nunca terá
tempo para você!
Jamais permita ouvir gritos em seus ouvidos.
O Amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permita que paixões desenfreadas
transportem você de um mundo real para
outro que nunca existiu!
Jamais permita que os outros sonhos
se misturem aos seus, fazendo-os virar
um grande pesadelo!
Jamais acredite que alguém possa voltar
quando nunca esteve presente!
Jamais permita viver na
dependência de um homem
como se você tivesse
nascido inválida!
Jamais se ponha linda e maravilhosa
a fim de esperar por um homem
que não tenha olhos para admirá-la!
Jamais permita que seus pés
caminhem em direção a um homem
que só vive fugindo de você!
Jamais permita que a dor, a tristeza,
a solidão, o ódio, o ressentimento,
o ciúme, o remorso e tudo aquilo
que possa tirar o brilho dos seus
olhos, a dominem, fazendo arrefecer
a força que existe dentro de você!
E, sobretudo, jamais permita
que você mesma perca a
dignidade de ser MULHER!!!

*Dixie*
clique
"A Um Ausente"
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral.
A comum aquiescência de viver e explorar
os rumos de obscuridade sem prazo,
sem consulta, sem provocação,
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso,
voz modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza,
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

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Celine Dion - Je Ne Vous Oublie Pas (tradução) |
Eu não esqueço de você Céline Dion Em minhas ausências talvez, sem dúvida Tenha me afastado Como se tivesse perdido o destino Como se tivesse mudado Então tenho algumas palavras de ternura Para lhe dizer Eu não esqueço de você Não, jamais Você está aqui dentro de mim Em minha vida, em tudo aquilo que eu faço Meus primeiros amores, meus primeiros sonhos Chegam com você É a nossa história Eu não esqueço de você Não, jamais Você sabe tanto de mim Da minha vida, de tudo aquilo que eu faço Então minha felicidade, minhas rupturas São compartilhadas com você É a nossa história Eu não esqueço de você Por que o tempo pode nos prender em uma gaiola Nossos sonhos e nossos desejos Eu faço minhas escolhas e minhas viagens Talvez eu pague o preço A vida me sorri ou me abençoa Mas seja lá qual for minha vida Eu não esqueço de você Não, jamais Você está aqui dentro de mim Em minha vida, em tudo aquilo que eu faço Meus primeiros amores, meus primeiros sonhos Chegam com você É a nossa história Eu não esqueço de você Mesmo à outra extremidade da terra Eu continuo a minha história contigo ¿¿Mäg¡ä do olhär¿¿ |

Tédio
Passo pálida e triste. Oiço dizer
"Que branca que ela é! Parece morta!"
E eu que vou sonhando, vaga, absorta,
Não tenho um gesto, ou um olhar sequer...
Que diga o mundo e a gente o que quiser!
-O que é que isso me faz?... o que me importa?...
O frio que trago dentro gela e corta
Tudo que é sonho e graça na mulher!
O que é que isso me importa?! Essa tristeza
É menos dor intensa que frieza,
É um tédio profundo de viver!
E é tudo sempre o mesmo,eternamente...
O mesmo lago plácido,dormente dias,
E os dias,sempre os mesmos,a correr...
{Florbela Espanca}
![]()
{so}£etrando